sábado, 2 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia





Realmente, a Marvel merece nosso respeito: desde o lançamento de sua produção de filmes em 2008, com Homem de Ferro, que ela dá uma aula de como fazer longas de super heróis. Mesmo seguindo certas fórmulas batidas, a ousadia da Casa das Ideias ajudou a popularizar personagens que nunca antes haviam conseguido tanta repercussão fora dos quadrinhos. E agora que há todo um universo unificado pronto, também há lugar para novas peças obscuras adentrarem no tabuleiro. Enfim, resumindo, e sem palavras difíceis: ela conseguiu novamente. Guardiões da Galáxia é acima da média!

Na trama, Peter Quill (Chris Pratt) ainda criança é raptado por piratas alienígenas. Ao roubar por acidente um orbe em um planeta morto, é perseguido pelos asseclas de Ronan (Lee Pace) um fanático da raça Kree que quer acabar com um acordo de paz intergalático. O objeto o coloca em rota de colisão com a assassina Gamora (Zoe Saldana), Rocket Racoon (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel, que apenas repete "I am Groo" o filme inteiro) e seus destinos e toda galáxia mudam para sempre.


Essa cena não aparece no longa (sacanagem!)


Primeiramente, o longa cumpre aquilo que promete, nos trailers: é bastante divertido e lembra muito as comédias de ação da década de 80, com pitadas de Space Opera. Até referência a um filme da época há, além de uma trilha sonora sensacional, ambos muito bem contextualizados na trama, já que como Peter, ou Senhor das Estrelas, como se denomina, foi raptado durante esse período, essa é a referência de cultura humana que conhece.

Os demais integrantes do grupo, exceto o Groot, possuem alguns problemas de estrutura. Gamora (Saldana) é descrita como uma assassina que já passou por várias missões e nunca falhou. Assim ela começa, mas não é assim que é desenvolvida: a personagem é bastante humana, falha e insegura. Então de onde vem sua fama? Já Drax (Dave Bautista) é o porradeiro do grupo que quer vingar a morte de sua família, mas aparece pouco. Nem o Rocket Racoon, que foi a promessa de um "novo Tony Stark" para os filmes da Marvel, é tão marcante e, exceto nas cenas de humor, pouco dá para sentir suas façanhas (exceto em um momento específico que acontece em uma prisão).



Groot: surpreendentemente, o melhor personagem do filme, para mim

No entanto, assim como em Vingadores, não é o desenvolvimento dos personagens que garante o trunfo do filme e sim a química entre eles. A forma como interagem durante o filme é inspirada e divertida, e os próprios "heróis" parecem se divertir em determinados momentos, mesmo em situações sérias. O último integrante do time, Groot, foi um personagem que me surpreendeu: seu jeito infantil, puro e misterioso garante boas surpresas. Foi o melhor personagem do longa para mim.

Finalizando, Guardiões da Galáxia é mais um filme com qualidade Marvel. Funciona, é divertido e, mais importante que tudo, mostra como seus personagens devem ser, heroicos. Mesmo que sua cena pós créditos seja rapidamente divertida, mas inútil, é um longa que pode ser visto mais de uma vez sem perder a graça. E que venha a Era de Ultron!      

domingo, 7 de julho de 2013

Man of Steel





Durante sete anos, eu esperei um longa que preservasse a essência do primeiro super-herói de todos: a capacidade de fazer e inspirar valores que, embora sejam considerados antiquados hoje, são o centro de nossa moralidade humana. O Homem de Aço chega muito perto desse intento e, embora coloque tudo a perder perto do seu epílogo, ainda consegue ser uma razoável experiência com o personagem.

Clark Kent (Henry Cavill) é na verdade um alienígena muito parecido com um ser humano, enviado para a terra tempos antes de seu planeta morrer. Durante toda a vida, ele buscou o motivo de porque ter sido enviado para viver como um de nós. Suas dúvidas terminam quase ao mesmo tempo que uma mensagem extraterrestre enviada a todos os veículos de comunicação, pede para que um deles infiltrado entre os terráqueos se entregue em 24 horas, caso contrário o planeta irá sofrer.


Faora (Antje Traue) é uma das seguidoras de Zod 

Qualquer um que conheça o mínimo da mitologia do personagem sabe que Superman é não só primeiro, mas também o mais poderoso de todos os super-heróis. Seu poder é demonstrado da forma imponente que esperamos, mas não em sua totalidade. Temos breves vislumbres da visão de raios X e da super audição; o voo, superforça e visão de calor estão lá, mas um dos poderes não foi mostrado. Inclusive, poder esse que poderia ter livrado o final do filme de uma incongruência séria para o cânone do personagem.

Mas vamos as atuações: Henry Cavill aparece pouco em cenas de diálogo como o homem de aço em si. No entanto, consegue convencer de todas as formas, tanto física quanto psicologicamente. Russell Crowe entrega um Jor-El de grande importância na trama, e é literalmente o melhor ator, sempre roubando a cena com seu brilho quando aparece. Kevin Costner é o pai adotivo do protagonista, e apresenta personalidade diferente e interessante da dos quadrinhos. Michael Shannon é um General Zod competente, mas ainda assim haveriam outros melhores para o papel. E Amy Adams é uma Lois Lane que está no  filme só para cumprir o papel de ser a garota em perigo e namorada do herói, sem mais nenhuma camada.


Lara (Ayelet Zurer) mãe do herói, vê impotente a morte de seu mundo 

Já tendo abordado todos esses pontos, minha conclusão é a seguinte: O Home de Aço é um filme regular, que começa bem, tem uma boa direção e ótimos efeitos especiais (o que mostra que Lanterna Verde poderia ter sido ótimo com uma produção decente), mas ainda está longe de ser o longa perfeito do Superman. Ainda assim, há uma boa base plantada para uma próxima experiência cinematográfica melhor, com os devidos ajustes. 


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Homem de Ferro 3



Quando o primeiro filme do Homem de Ferro foi lançado, agora no já quase distante ano de 2008, a Marvel  Studios fincou seu primeiro pilar nos cinemas. A imagem de Robert Downey Jr. foi eternizada como a de Tony Stark, e até Vingadores tivemos um personagem muito interessante.

Mas enfim, não posso, nem consigo, concordar com a maioria: Homem de Ferro 2 e 3 são MUITO AQUÉNS do original.

Na trama, um terrorista extremamente perigoso chamado Mandarim (Ben Kingsley)  aterroriza os Estados Unidos, acessando as emissoras de TV com ameaças contra o presidente e com atentados. Quando um desses ataques fere sentimentalmente Tony Stark (Downey Jr.), em orgulho, o ferroso comete um erro que poderá fazê-lo perder tudo, de projetos a amigos.


Mandarim: Divertido,  mas decepcionante

Vamos aos pontos: ao contrário do que é dito por ai, Homem de Ferro 3 não deixa brechas para os próximos longas. Pelo contrário, ele apresenta um fechamento, que pode ser entendido como um encerramento para a trilogia. A Marvel sempre privilegia as atuações em seus longas, e em HF 3 não seria diferente: Guy Pearce (Aldrich Killian) é um brilhante empresário que dará muito trabalho; Jon Favreau (Happy Hogan) ganhou mais destaque dramático e Ben Kingsley (Mandarim) entrega um personagem que, ao longo da trama, será inusitado e divertido... mas decepcionante.

E aqui vem o maior problema dos filmes do Homem de Ferro: o desperdício de bons vilões. Enquanto no primeiro tínhamos um Obadiah Stane (interpretado brilhantemente por Jeff Bridges) muito bem construído e orgânico morrendo no final do longa, e no segundo  um Whiplash (Mickey Rourke) com um excelente começo, mas muito mal desenvolvido do meio para o final, aqui temos um Mandarim que, ao longo da trama, não irá entregar aquilo que o filme promete... e dizer mais do que isso entregaria o longa.  Mas pode ter certeza: se você for fã dos quadrinhos, provavelmente ficará tão decepcionado quanto eu... e achará um grande desrespeito e falta de oportunidade com o nêmesis do herói.


Uma das várias armaduras Marks que aparecem no filme

Mas o longa tem sim  um ponto positivo: ele destaca muito mais o Tony Stark sem armadura. E quando o recluso empresário precisa interagir com pessoas comuns, somos brindados com momentos muito divertidos.  Não salva o longa, mas é uma  peculiaridade que o destaca dos anteriores. A atuação do diretor Shane Black também difere do francês Jon Favreau (que volta nesse terceiro apenas como o chefe de segurança Happy Hogan) até na trilha sonora principal, ajudando a dar mais singularidade ao filme.

Resumindo: Homem de Ferro 3 é fraco, mas consegue ser melhor que o segundo filme, embora inferior ao primeiro. Até a cena de luta final, embora sofisticada e criativa, não empolga tanto como prometia. É divertido mas esquecível. Quem sabe na próxima, Tony...

E sim: ele tem A PIOR CENA PÓS-CRÉDITOS dos filmes da Marvel. Não é um spoiler... é uma constatação.

domingo, 7 de outubro de 2012

Vibração




É doloroso brigar contigo, te ter ao meu lado mas não ter.
Podemos ter gostos e ritmos diferentes, mas não podemos vibrar na mesma sintonia?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Conflito




Sabe quando você conquista algo tão maravilhoso e ao mesmo tempo tão delicado? Realizar tal coisa é um ápice para os seus sentimentos e desejos, mas também é uma responsabilidade, ou falta dela, que pode colocar tudo a perder. Só esse pensamento já pode colocar tudo a perder.

O receio leva a dúvidas e questionamentos que sufocam. E eu não quero isso. Só quero aproveitar aquele sentimento primordial que levou a todas as coisas, e ao seu lado, de forma positiva. O resto, nesse momento, é irrelevante.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cachinhos ruivos


Sentimentos são manifestações da alma que nem sempre conseguimos entender.

Por exemplo, o que desperta a atração por alguém? Uma palavra? Uma conversa? Uma simples troca de olhares? Não é uma ciência exata.

Não sei exatamente como surgiu, mas sei exatamente no que se tornou aquilo que sinto por você: uma felicidade muito grande de te ter em minha vida. Sei que é muito cedo, sei que ainda falta muita coisa para se conversar e conhecer, mas covenhamos, essa é a grande graça e química entre nóis dois: o prazer de descobrir cada detalhe, sorriso e toques diferentes a cada momento.

Minha vontade e interesse crescem cada dia mais por essa linda, carinhosa e contagiante mulher que cruzou minha vida. Que parece ser tão encantada por mim quanto sou por ela, o que é tão raro nos dias de hoje. A mulher com sorrido de monalisa, cabelo de Luluzinha e coração com o formato certo para se encaixar com o meu.

Sinceramente, eu não quero tentar enteder ou explicar. Quero apenas te sentir.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vitória plena


Vou começar com o o óbvio: todos temos um sonho. A diferença é se deixamos ele morrer por dentro, ser corrompido, passando por cima de tudo para consegui-lo, ou simplesmente conquistá-lo. Claro, a busca precisa valer tanto a pena quanto o resultado, mas a consequência de um sonho bem realizado... é indescritível.

Há quase um ano venho trabalhando em meu projeto de Conclusão de curso. Um trabalho complicado, difícil, nunca feito antes e com um tema que a maioria do público não respeita: quadrinhos. Tive que começar um período antes para conseguir tempo hábil para terminá-lo, o que consegui mesmo com todos os revezes.

Durante esse tempo, fui bastante desistimulado. Parece que a maioria das pessoas, além de terem medo de realizar seus verdadeiros objetivos, possuem audácia no mesmo nível para desistimular as outras a lutarem por seus ideais. Sempre passei por isso, mas dessa vez foi mais forte: errar, estragar a minha vida, não ter um emprego "de verdade" ou fixo, entre outros mais.
Ninguém é forte o suficiente para apanhar de todos os lados e não sentir receio, nem uma vez, de que poderemos nos arrepender para sempre, com dedos apontados em nosso rosto e nos obrigando a uma vida medícre, usando nosso fracasso como exemplo eterno.

Mas também tive pessoas que estiveram do meu lado, mesmo que a distância, que me provaram ser verdadeiras amigas simplesmente com uma palavra de afeto aqui ou ali, com pensamentos positivos que me ajudaram a fazer toda a diferença.

A verdade é que, mesmo desanimado poucos dias antes de minha defesa de tese, essas pessoas estiveram comigo até o fim, e não só agradeço de coração, como tenho a honra de dividir com vocês o resultado de todo o esforço de quase um ano de trabalho duro: meu TCC recebeu nota máxima da banca. E não foi só um simples dez, foram comentários da banca que ele estava impecável e que, dado o ineditismo e relevância do projeto, que eu o levasse adiante, apresentando a programas do governo para estimular a leitura em crianças e adolescentes.

Não vou conseguir passar com palavras o que senti na hora e o clima que se formou no local, mas sei que ambos nunca vão ser esquecidos por mim, pois foi um dos maiores e melhores momentos de minha vida. Tive uma idéia original, comecei do zero e não só a levei ate o fim, como fui amplamente reconhecido por isso. Não sei se todos sentem isso pelo menos uma vez, mas é algo bom demais. É algo justo demais. E só posso agradecer a todos que acreditaram em mim, a minha própria persistência e a sorte (que também faz parte do processo) por conseguir essa grande vitória, e me esforçar para que esse não seja o único momento notável em minha existência.