sábado, 19 de março de 2011

Esposa de Mentirinha





Não importa o que os críticos mais chatos digam: para mim, Adam Sandler é sinônimo de diversão. Mesmo com o seu jeito meio picareta de atuar, volta e meia entrega filmes que até conseguem emocionar, como é o caso de Click e Como se fosse a primeira vez. Esposa de Mentirinha não consegue tal trunfo, mas consegue divertir, mesmo que demore um pouco para engrenar.

Na trama, Danny (Adam Sandler) é um cirurgião que utiliza uma desculpa pouco convencional para ficar com mulheres: usa uma aliança de casado e inventa histórias como se fosse. Acontece que, em determinado momento, conhecerá uma garota por quem se apaixona (Brooklyn Decker), mas que não quer ser "a outra". Então, para conquistar a confiança da moça, Danny inventa que está se separando, e convence sua secretária (interpretada por Jennifer Aniston) e os filhos dela a atuarem como se fossem uma família. Só que as coisas, obviamente, terminam saindo do controle.

Brooklyn Decker é a garota por quem Danny (Adan Sandler), o "falso casado" se apaixona

No começo, o filme é meio parado, as piadas um tanto exageradas e forçadas, mas as coisas melhoram. Se tivesse que escolher, o que mais valeu a pena em toda a película, para mim, foi a atuação do ator mirim Griffin Gluck, um dos filhos de Katherine, secretária de Danny. Embora quase sempre calado, o garoto sabe exprimir humor na dose certa, seja nos poucos diálogos ou apenas com o olhar. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito de sua "irmã", Maggie (Bailee Madison), tão exagerada que se torna meio irritante. Tudo bem que é da personagem, mas ela poderia ter sido melhor dosada.

Essa é a única imagem que consegui de Nicole com os atores do filme. É, no colo da Jennifer Aniston

Não poderia deixar de destacar, também, a dispensável participação de Nicole Kidman (A Bússula de Ouro) como Devlim, uma antiga rival de Katherine. Não que a atriz tenha feito uma má atuação, mas ela não consegue convencer no papel, passando uma imagem meio insólida, artificial. Como disse, a culpa não é da atriz, mas é como se ela e a personagem não conseguissem se afinar, tornando a experiência de assisti-las, como uma só, algo estranho, fraco, e até meio decepcionante para quem conhece seu trabalho.

Rachel Dratch está no filme. Aposto que você nunca ouviu falar, não é? Eu até conhecia, mas foi difícil achar o nome, imagina a foto...

De resto, estão lá os atores que sempre fazem uma ponta nos filmes de Sandler: Nick Swardson (como o irmão de Danny), Rachel Dratch (em uma ponta curtíssima) e acho que até Rob Schneider estaria, se pudesse. Enfim: Esposa de Mentirinha é um filme que, só pela premissa, você já sabe como vai terminar, mas não é isso que importa. Como uma diversão descompromissada, ele funciona, como a maioria dos filmes estrelados por Adam Sandler.

sexta-feira, 18 de março de 2011

nanoconto



Não importa se a vida te dá limões, maçãs, ou seja que fruta for.
O que importa é saber aproveitar o melhor pedaço.

sábado, 12 de março de 2011

Cisne Negro


Tenho que admitir que estava com um pouco de receio de ver esse filme, após conversar com um amigo. "Tem umas cenas um pouco fortes, Ary, eu mesmo fiquei incomodado". Bom, após tanto tempo sem ir no cinema, me convenceram a finalmente assistir. Sim, ele é meio forte. Mas também vale a pena aguentar, por ser uma ótima película.

Na trama, Nina Sayers (Natalie Portman) é de uma companhia de balé, e espera sua chance para poder brilhar. A oportunidade surge com uma nova montagem de "O Lago dos Cisnes". Mas acontece que as pressões da vida no balé, do diretor (interpretado magistralmente por Vincent Cassel) e de duas colegas fazem com que Nina entre em um conflito interno, do qual se reinventar é sua única chance de conseguir êxito, ou ao menos é o que a fazem pensar, e a personagem luta desesperadamente para conseguir.

Bom, a história não é, em si, muito original, mas é muito bem conduzida. É toda centrada na personagem de Portman, que nos apresenta sua melhor atuação dramática (não por acaso, que foi digna do oscar). Vamos afundando na mente de sua personagem e acompanhando sua neuras, anceios e desconstrução até o grande clímax, meio previsível, mas ainda assim interessante.

E isso compõe a experiência de se assistir a Cisne Negro: É um filme um pouco acima da média, que consegue, competentemente, criar um clima e prender a atenção através do suspense, mas que ainda assim, não apresenta nada muito original. Poderíamos dizer que sua premissa, inclusive, lembra um pouco a de um certo filme em que Brad Pitt é um dos protagonistas. O que chama atenção é realmente o trabalho de Portman que, literalmente, é a alma e o coração do filme.

Ah, está se perguntando qual é o filme de Brad Pitt que mencionei acima? Assista Cisne Negro e tire suas próprias conclusões.

sábado, 5 de março de 2011

Chutando o balde


Esse post seria sobre como estou me sentindo ultimamente, mas percebi que já escrevi muitas linhas sobre isso aqui no blog.

Quer saber? Droga, que se dane! Estou cansado de sentir pena de mim mesmo, de minha situação e solidão. Há pessoas que passam por coisas piores todos os dias, e sempre sorriem para a vida, ao invés de se lamentarem. Enfrentam um leão diariamente, e ainda têm tempo para fazerem a diferença dentro de sí e nas pessoas que as conhecem.

Por isso, preciso resistir. Não importa se não valeu a pena, se tudo o que foi terminou não sendo. Sou o protagonista da minha vida, e não um mero expectador. Tenho que seguir em frente e fazer o melhor que posso, para mim mesmo e quem importa.

Afinal, ao contrário de Scott Pilgrim, eu não tenho uma vida extra...

P.s: Ah, o desenho acima é desse cara.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Entrevista com Cátia Ana



Fazia um bom tempo que queria falar sobre ela e seu trabalho: Cátia Ana, do Diário de Virgínia e da Prancheta da Cátia. O primeiro, uma HQ em estilo Graphic Novel e quadros infinitos, semi-biográfica, mostra a protagonista Virgínia lidando com seus conflitos pessoais, personificados em metáforas e no Mike (o medo) e Sabrina (a inspiração). Para acompanhar a história, o leitor-internauta utiliza as barras horizontais e verticais de seu navegador.



Hum... acho que devo ter feito uma explicação meio chata, mas acredite, O Diário de Virgínia vale muito a pena! Não só pela qualidade do design e da (des) construção da HQ, como também pelo roteiro: é difícil não se identificar com a personagem em determinados momentos, nos capítulos.

Já a Prancheta da Cátia é um espaço para as ilustrações, tiras dos coadjuvantes do primeiro site e avisos de outros projetos da quadrinista.

Enfim, o vídeo acima é uma entrevista em áudio com a artista para um trabalho meu da Faculdade. Gostaria de agradecer a ela por ceder seu tempo, consideração, e nos brindar com histórias tão maravilhosas em seus sites.

Valeu mesmo, Cátia! ^^

Link para o Diário de Virgínia

Link para a Prancheta da Cátia




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Existe idade para casar?


Quando comento que vivi uma fase em que quase me casei, todos, sejam novos ou mais velhos, dizem a mesma coisa: "você é jovem demais para isso". Sinceramente, não acho que casamento seja uma questão de idade, mas sim de cabeça e ideais. Há pessoas que nunca firmaram matrimônio na igreja e são exemplos de felicidade, assim como há pessoas que casam em pouco tempo, menos de um ano de relacionamento, e também são felizes até hoje. Conheço casos desses dois exemplos.

Enfim, só queria exprimir minha opinião sobre isso: casamento não deveria ser um tabu, ou uma limitação por idade ou seja o que for. É um símbolo, uma prova de que aquela é a pessoa com quem você quer acordar e dormir todos os dias, pro resto de sua vida. Obviamente, também é uma questão de opinião, e há aqueles com relacionamentos duradouros que passaram longe do altar. O que importa, acho, é ser feliz com a pessoa que você escolheu para sí, e proporcioná-la o mesmo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Panty & Stocking with Gaterbelt






Como posso começar... Panty Stocking with Gaterbelt é um animê experimental da Gainax, mesmo estúdio do consagrado Neon Gêneses Evangelion. As semelhanças entre as duas franquias são apenas superficiais: as duas usam a temática sobre anjos e deixam pontas soltas nunca resolvidas, para que os fãs tirem suas próprias conclusões. Mas, ao contrário de NGE, que tinha uma trama mais séria e até dramática (mesmo com os raros alivios cômicos), PSWG é uma animação confessadamente escrachada.


Chuck, o bizarro bichinho de estimação das anjas, enfrentando seu rival Fastener

Na trama, as personagens título, Panty e Stocking, são anjas expulsas do paraíso. A primeira é uma verdadeira tarada sexual (todos se referem a ela no desenho como "vadia", inclusive a mesma), e a segunda é viciada em doces. Para comprar a volta para casa, precisam acumular um tipo de "moeda celestial", conseguida após derrotar fantasmas. A quantidade de moedas é de acordo com o desafio. Enquanto estão na terra, elas precisam morar e se sujeitar aos sermões de Gaterbelt, um padre de tendências homesexuais, e aturar Brief, ou o "Geek boy", como é chamado, um nerd que é apaixonado pela Panty.

A animação faz referência aos clássicos cartoons da década de noventa que utilizavam o animê como base, criando um amálgama de traços. Um exemplo seria As Meninas Super Poderosas


O estilo dessa animação é diferente da japonesa tradicional. É mais puxado para o cartoon americano. Na verdade, seria uma mistura de ambos os estilos, uma referência as clássicas animações gringas da década de 90 que utilizavam o traço japonês como base, como Laboratório de Dexter e Meninas Super Poderosas (Há até uma rápida referência a South Park). Mas não espere o mesmo nível de qualidade no roteiro que nos exemplos citados: PSWG não decepciona (muito), mas também não é brilhante como poderia ser.

Gaterbelt, o padre com tendências homosexuais, e Brief, o "Geek boy" (eu não queria estar no lugar dele...)

Como mencionei no primeiro parágrafo, esse é um animê experimental, mais para testar esse tipo de estilo em um padrão japonês do que para fazer sentido, então não espere uma trama que faça muito sentido. Alguns episódios nem se conectam ao resto do desenho, parecendo mais histórias ambientadas em um universo alternativo. Os primeiros episódios apelam para o humor escatalógico, com temas como fezes, urina e até meleca de nariz. Cada episódio da série normalmente apresentam duas histórias curtas de dez minutos, então as coisas só começam a melhorar de verdade no episódio seis, que seria na verdade o onze ou o doze. Apartir de então, os roteiros passam a ser mais coesos e interessantes, sem precisar apelar tanto para o mal gosto.

Um dos maiores problemas do animê é que ele se foca demais no fan service* com a personagem Panty, deixando os demais de lado

*Fan service: É quando um programa se utiliza de coisas apelativas, como a sexualidade, para conseguir atenção.

Enfim, eu poderia listar uma grande quantidade de problemas que vi na animação, mas a verdade é que, embora apenas a Panty seja bem aproveitada na animação (por motivos óbvios...) PSWG não é um animê de todo ruim. Ele foi feito para não se pensar muito e rir um pouco, uma diversão descompromissada como aquelas comédias americanas non sense. Aliás, as referências e paródias ao ocidente estão presentes até nos títulos dos episódios, como em "Era uma vez em Gaterbelt" e "Chuck volta para o futuro".


Preview do primeiro episódio do desenho na revista Newtype

Ah, e se o final do desenho se confirmar, talvez tenhamos uma segunda temporada, quem sabe com roteiros melhores... (Spoiler leve On): se eles inventarem uma boa desculpa para o gancho deixado no final, que parece ter sido criado apenas para se fazer uma piada fraca (Spoiler leve Off).