quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Antes e o Depois





Eu não sabia o que era sentir isso.

Claro, tinha uma noção que não era uma realidade distante, mas de verdade, nunca imaginei que pudesse ser tão próximo. Tão doloroso. Tão difícil.

Como lutei para escapar de meu destino. Cada dia de minha vida dediquei para que minha herança não me tornasse aquilo que não queria ser. E você dizia o mesmo. No entanto, mesmo encarando mais experiências negativas do que eu, você cedeu ao vicio. Caiu. E causou um mal irreversível.

Releio os antigos textos desse blog e percebo quantas confidencias indiretas deixei por aqui. Não é a primeira vez que meu mundo esvazia de sentido, então acredito que dessa vez seja por isso que não consiga mostrar tanta frustração. Mas ela existe e, acredito, seja a pior que já senti em todas. Dessa vez, não é um simples rompimento, mas entrelaços que mudam a significância de toda uma vida. Nesse caso, como saber o que é real quando este não é tangível? 

Já faz quase duas semanas que há um novo marco em minha vida e, como um adolescente inexperiente, não estou conseguindo lidar muito bem com minhas emoções. Por enquanto, só consigo respirar fundo e encontrar uma forma de seguir em frente: desatando nós e escolhendo cuidadosamente os ladrilhos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Infanto







Eu queria poder ver o mundo com a mesma inocência com a qual desfrutava há três anos. 

Queria que cada vela que sustentou a luz de minhas inspirações não tivessem se tornado estacas cravadas em meu peito.

Queria que o mundo em esquecimento pelo mundo esquecido lavasse não só minhas feridas e memórias, como também as apagassem como se nunca tivessem existido.

Gostaria de recuperar minha fé nos que amo com o mesmo entusiasmo e esperança que apenas o brilho de um olhar infantil poderia conceber.

Será que isso ainda pode ser possível?